quarta-feira, 30 de junho de 2010

Recordar é Viver: Quarteira 2006, praí...

Aproveito que este fim de semana é a concentração do GM Quarteira para mais uma rubrica Recordar é Viver.

Reza então assim a lenda:

Sábado, oito da manhã, depois de uma noite de copos bem regada, e uns kilómetrozinhos de mota para espairecer depois de sair jo Jamaica...

"E que tal se eu fosse até à concentração da Quarteira?"
Siga até à área de serviço, onde dois Cães do Asfalto iam ter o rendez-vous para seguirem até lá abaixo.

Uma Kawasaki Concours, uma sensual GSXR desnudada, na bonita tradição de streetfighter, e uma Harley-Davidson encontram-se para uma cerveja matinal na estação se serviço da pont Vasco da Gama, e metem-se a caminho de Quarteira às 10.30.

Saída em Setúbal, siga pela IC19 até à Mimosa, primeira e unica paragem programada, velocidades vertiginosas na casa dos 120km/h.

Um pouco antes da chegada à Mimosa, um fenómeno espectacular, no meio do Alentejo, que descrito não se consegue perceber a beleza nem o perigo. Na berma da estrada, vi a começar a formar-se um pequeno remoinho, que se transforma num mini-tornado, levantando areia do chão em espiral, subindo até onde o olho alcançava... quando estou a passar por ele, levo com a areia toda, e deixo de conseguir ver por uns momentos, com a mota a abanar toda. Sobrevivi.

Paragem na Mimosa ao meio dia, uma sandocha para forrar o estômago, mais uma loira para acompanhar, e siga viagem novamente.

A uns poucos kms da chegada, eis que a sensual GSXR já de si quase desnuda, decide fazer para mim um strip tease, deixando num movimento lascivo cair mais uma peça de roupa, lançando-a provocatóriamente na minha direcção... ou se preferirem, salta a topcase do raio da mota e só não me acertou devido aos meus reflexos extraordinários e à grande versatilidade e maneabilidade da minha montada... ou se preferirem ainda, tive foi uma sorte do caralho de não levar com a merda da mala no focinho!!!

Apita, encosta, e agora? Leva-se a mala como?

Lá tenho eu que fazer o resto da viagem com pendura, prendendo-se a topcase com a aranha no meu banco traseiro... olhando para como ficou a topcase, fez-se um momento de silêncio, imaginando se fosse a nossa pele a arrastar pelo alcatrão... estava tudo de manga curta! (Sim, eu sei, dêem-me na cabeça...)

Chegada ao recinto, primeira bela surpresa... fica a cinco metros da praia! Maravilha! Faz-se a inscrição, monta-se as tendas, e siga para o almoço, que a fome apertava. Segunda boa surpresa: comida quente e boa! Sardinhada, gaspacho, cerveja, do melhor.

Com uma boa barrigada de sardinha e cerveja, com direito repetição, oferecida pelo pessoal do GM local, uma sombrinha debaixo de uma árvore soube que nem ginjas, enquanto os outros companheiros de viagem soldavam a base da topcase partida, com material gentilmente emprestado pelo pessoal local. 5 estrelas para o companheirismo.

Durante o resto da tarde foi arrefecer o corpo com loiras, que o calor apertava, em amena cavaqueira com gente dos mais variados locais e clubes, uns já conhecidos, outros que passei a conhecer.

À noite, depois de mais um jantarzito em regado, esticar as rodas à Brianna até Sta Bárbara de Nexe, à procura do Eddie's Bar... para dar com o nariz na porta fechada!

Volta-se ao recinto, bebe-se mais uns canecos, ouve-se xutos, mais conversa, e o resto da noite começa-se lentamente a tornr num borrão cada vez mais desfocado...

Às 7 e picos da matina fui finalmente até à tenda, abandonando um brasileiro e uma inglesa com quem estava a ter uma muito interessante conversa sobre imigração ilegal e violência doméstica!

10 horas, hora de acordar, que já se dormiu muito. Pequeno almoço, e vamos lá esticar as rodas à Brianna outra vez... Desta vez vamos fazer 75km até Lagos. Lá me encontri com a Redline e o RuiC, que amavelmente me mostraram a bela cidade, as praias e as falésias magníficas, que eu não conhecia mas que fiquei com vontade de conhecer mais calmamente. É realmente uma terra fabulosa. Uma bela saladinha de polvo para acamar o estômago, oferecida pela sua progenitora, e siga de volta para a concentração ter com o resto do pessoal.
Siga para cima uma vez mais. Na primeira paragem para abastecer, surpresa desagradável... Um companheiro a receber um bilhete para o baile da policia, por ter atravessado a nacional para as bombas do outro lado sem capacete! Enfim...

Siga até à Mimosa, para a próxima paragem.

Não sem antes a Brianna fazer birra por eu não ter apertado o tampão de depósito, e cuspi-lo em andamento, deixando-me com um agradável aroma a G-Force sem Chumbo nº5, que espirrou para cima de mim. Estivesse eu a fumar na altura, como é hábito, e a crónica acabava aqui numa linda bola de fogo, em explosão e fogo de artifício magnífico! (Ok, ando a ver demasiado a Arma Mortífera...).

Felizmente não era esse o caso, e uns minutos de procura resultaram no rendez-vous com o referido tampão no meio da estrada. Um pedido de desculpas sentido à Brianna, e siga para a Mimosa, um lanchezito do belo chouricinho assado e a bela da mini.

Siga para cima, e pára-se numa operação stop da GNR, à cata de pessoal sem selo. Miraculosamente, 3 motas legais! (também, por 20 euros, não vale a pena arriscar...). Frustração evidente no seu semblante, os agentes lá nos mandaram seguir, o que prontamente fizemos.

Resto da viagem porreirinha, uma cervejinha rápida com a Dulce, o Diago e a Docapesca, e siga para o VDL, que já chamava por mim.

E pronto, cá está mais uma.

Uma concentração fabulosa, boa companhia de viagem, recepção pelo GM Quarteira impecável, localização magnífica, organização estupenda. Sem duvida uma para ficar no meu mapa.

Penso nesta como um mini-Faro, com tudo o que Faro tem de bom, e nada do que Faro tem de mau. 5 estrelas, mesmo!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Os animais são nossos amigos



Rocky, o meu amigo com 13 anitos (quem em anos de cão já dava para estar internado num lar e com fraldas, mas ainda está aí prás curvas) nunca tinha provado uma cerveja.

Isso é crueldade para com os animais.

Felizmente apareci eu na vida do bicho, numa churrascada em Albufeira com pessoal do best.

Foi uma tarde-noite muito bem passada, em boa companhia, e a partir desse dia, o cão nunca mais foi o mesmo.

Tudo pelos animais, que são nossos amigos...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Biker Chick em Crescendo

Continua com bom gosto. Já há muito que não metia aqui um update da baixinha. Assim sendo, serve o presente para dizer que apesar de um ou outro baixo, continua em alta. dois anitos e trocos e conta até sessenta e quatro (ontem foi só até aí e depois não lhe apeteceu mais).

Continua a adorar dar uma voltita de moto quase todos os dias com o velhote, continua linda, cada vez mais, desenvolveu uma personalidade lixada, mas fabulosa, dá luta e sabe o que quer.

Uma trufa brutal, uma gaja brutal.

Continua a ser a unica constante da minha vida, apesar de tudo.

Amor incondicional é uma coisa linda.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A Raquel

A Raquel era daquelas colegas da escola que faziam com que um gajo não chumbasse por faltas. Por ela, valia a pena ir às aulas. Não era só pelas suas glândulas mamárias demasiado desenvolvidas para a idade ou pelo facto de ela ser muito calorenta (unica razão que eu encontro para que em pleno Inverno ela usasse saias que mais pareciam coleiras e tops com decotes até aos dedos dos pés). Era principalmente pelas pérolas que eram as suas intervenções nas aulas, que resultavam invariavelmente em gargalhadas gerais e no corpo docente a entrar em desespero e/ou a tentar combinar com ela sessões de explicações em privado, conforme o prof fosse uma ela ou um ele. Parafraseando um cliché, tinha o cérebro descaído para o peito. Mas era sempre muito interventiva, e nunca se calava, para nosso deleite.

Numa visita de estudo a uma fábrica qualquer, enquanto naturalmente o resto da turma se entretinha a fazer charros ou a carregar em tudo o que era botão naquelas máquinas, os nerds iam perguntando ao guia o que é que fazia e para que servia esta ou aquela máquina.

Até que finalmente se soltou a pérola. Ela pôs o dedo no ar, e tudo se calou, para a ouvir.
"E aquela máquinazinha tão gira ali em cima, com uma luz roxa, serve para quê?"

Pausa por um breve momento.

Resposta do guia: "Serve para matar moscas...
"Pois...

terça-feira, 18 de maio de 2010

É Hoje!!!


Metallica em palco 360º. Depois de já lhes ter perdido a conta dos concertos onde já os apanhei, mas não falhei nenhum cá no burgo, devem ter sido uns sete ou oito, eis que os apanho finalmente em pavilhão, da forma que devem ser ouvidos.

Vai ser um bom desenjoo do algo desapontamento que foi o Optimus Alive no ano passado, em que apesar de terem dado um bom espectáculo, o som estava muito merdoso, por causa da ventania (não eu) que se sentia naquela noite. Valeu essencialmente pela companhia.

Hoje é dia...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Uma Enrabadela



Como hoje pouco há tempo para despejar mais qualquer coisa, fica mais uma pérola do concerto de Beringel

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Estreia da Banda Alheira



E foi assim o inicio do primeiro concerto. Vale o que vale, e o que interessa é que curtimos à brava, e fizemos o pessoal curtir à brava.

Fica aí um cheirinho do que foi, o resto anda no iutubi também.

Any scouts out there?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Prostituição Desportiva: Momentos


Um cheirinho só, que isto anda um bocadito complicado para fazer uma crónica de jeito...

Esta pérola (que ainda se há-de virar contra mim) foi tirada à porta do cemitério da Luz. Pensava eu que ia equipado a rigor, e eis quando, saído de um Porsche desgraçado com uma águia no capot e mais sei lá os quantos, me surge esta distinta figura, que ainda tem a lata de chamar maluco a outro (também maluco, não lhe retiro essa verdade) que por lá andava.

O roto a chamar nu ao despido...

Por estas alturas, já se tinha acabado a cerveja, só sobravam latas de uma esquisita bebida amarela com gás que mais parecia água de esgoto.

Daí que a festa não tenha durado muito mais, foi mesmo só acabar aquela latita.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Recordar é Viver: O Capacete




Isto aconteceu no ultimo dia do ano da graça de 2005...

N
a grande Lisboa, à noite, já todos sabemos... quem deixa o carro parado, arrisca-se a que algum transeunte acredite que o veículo anda demasiado pesado, e que esse peso a mais faz mal às suspensões do mesmo. Assim, num gesto de puro altruismo, retira peso ao carro, subtraindo lastro do porta bagagens ou, quiçá, do porta-luvas ou banco de trás, se o lastro é lá deixado à laia de atrair esses benfeitores. com o bónus de ainda nos facilitarem a entrada para o veículo, deixando nós de precisar de chave para abrir a porta.

Foi um desses anjos que me aliviou lastro do carro este fim de semana, sob a forma de um capacete e de um blusão, na sexta feira passada...

Mas achando eu que o lastro não fazia assim tanto mal ao carro, resolvi pegar na mota, e ir até à Feira da Ladra, numa vã esperança de que o meu benfeitor estivesse a fazer exposição do meu material, quiçá numa obra de arte pós-contemporânea.


Ao chegar à dita Feira, mais internacional ainda do que a FIL, eis que, no segundo em que me apeio do motociclo, surge logo uma personagem, que rapidamente veio ter comigo, e num vocabulário erudito, me questiona:


"Bacano, queres comprar um carolo? €25!"
Olha que giro, pensei eu logo para com os botões da minha camisa, os de baixo, que os do colarinho estavam entretidos um com o outro e não queriam nada comigo. "Vamos lá ver isso então."

E lá estava, magnificamente exposto, e em lugar de destaque, o meu capacete, e cuidadosamente dobrado ao lado, o meu blusão.
"Posso ver?" Perguntei eu com um sorriso enternecedor. "Claro, pá!". Já estava a ver o negócio pronto.

"Posso experimentar?"
"Podes, pá, esse carolo é à maneira..."

E assim o fiz, experimentei a resistência do dito nos costados do meu benfeitor... algumas vezes. Isto enquanto delicadamente lhe explicava que tinha ideia de que não só a cara metade dele andava a praticar o adultério, razão pela qual a sua cabeça estaria um pouco mais pesada, mas que também a progenitora dele tinha uma profissão um bocado duvidosa.

Depois de expor o meu ponto de vista, e de verificar que o capacete valeu o dinheiro que dei por ele, já que realmente era bem resistente, afastei-me em direcção ao meu ciclomotor. Eis que, preparado para arrancar, o meu benfeitor, ainda incumbido de boas intenções, se levanta (devia ter tropeçado enquanto eu dialogava com ele, não tenho bem a certeza) e vem novamente ter comigo, para me elucidar de algo que, na sua ideia, teria um grande impacto em mim e que iria mudar completamente o cenário da situação:


"Pá, ó bacano, não fui eu que te gamei essas merdas do carro, pá... eu comprei isso há bocado a um gajo por €25, pra vender aqui!"
Pausa, e olhar curioso da minha parte.
"Comé, agora vou ficar a arder com a guita, é?..."

Pausa e olhar incrédulo da minha parte.

Resumindo...
O que é que se faz a um sujeito que depois de nos tentar vender aquilo que nos foi roubado há umas horitas, nos vem tentar, no mínimo fazer-nos sentir solidários com a sua desgraça, ou, no limite, que seja por nós indemnizado pelo prejuízo que teve?

Deixo ao vosso critério a resposta, e à vossa imaginação o que eu fiz a seguir...
Há gente muito estúpida neste mundo!!!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Concentração e Prostituição


Fim de semana do piorio. Ou do melhorio, depende de perspectivas.

De cavalos anões a TGV's, motos, musica, gajas, gajas a mandar vir com gajas, concerto da melhor banda do mundo e arredores também, a malta a espalhar-se ao comprido, bandas à porrada e surpresas comoventes (i.e. que movem o cu), até uma onda de vermelho perdida algures, com gente a pagar cerveja e a acariciar carecas.

Atenção aos capítulos que aí vêm, vou tentar resumir as cousas, mas vai ter obrigatoriamente que ser em duas ou mais postas de pescada...

Amanhã começo, que hoje tenho pouco mais de 45 minutos dormidos.

Tenham uma boa noite...

Se conseguirem!!!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Entrar em Estágio


Foi ontem o ultimo ensaio da Banda Alheira antes do grande evento do início da tournée mundial, a ter início no próximo Sábado, na concentração de Beringel.

Àparte os rebites massivos que foram dados (em vez de pregos), o amplificador com uma válvula que entregou a alma ao criador, um baixo que não funciona, uma bateria ainda em construção, entre outras cousas de que a memória se me falha (ou prefere ser selectiva), correu que foi um espectáculo.

Estamos mais do que preparados. Para o quê, não sei bem, mas que estamos, isso estamos...

Hoje ao almoço, para entrar finalmente no espírito, almocei uma alheira, aquela ali em cima. E, presságio dos presságios, estava um espectáculo!!!

Beringel, here we go...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Recordar é Viver: Bófia e Halterocopismo

Em Março de 2004 levei com uma talhada às sete e meia da matina quando voltava de uma despedida de solteiro porque os srs agentes acharam (erradamente) que a mota não sabia sozinha o caminho para casa.

Em Janeiro de 2005, vindo de uma noite de sexta feira desportiva, de halterocopismo e lançamento da beata, passei por uma mega operação stop na IC22 aí por volta das 4 e picos da matina, para um bocado mais à frente perceber porque é que sempre que se põe gasolina na mota nunca nos devemos esquecer de tirar a torneira da reserva.

Por sorte passou um amigo meu que me levou à bomba mais próxima para ir buscar um litro e meio para alimentar a Brianna. Nestes entrementes, um outro amigo meu teve a mesma sorte que eu havia tido em Março. Calha a todos, quem anda à chuva, molha-se. O sr agente até foi um porreiro, passou o bilhete para o baile da gnr, mas dado que já estavam quase a dispersar, e dado que esse amigo meu estaria inibido de conduzir o carro, levou-lhe ele o carro até casa, com o meu amigo no lugar do morto, e o colega no patrulha atrás.

Passando pela minha mota abandonada à beira da estrada, lá veio o comentário do meu amigo "Eu conheço aquela mota!". Ao que respondeu o sr agente "Olha, eu também! Passei um bilhete ao dono daquela mota em Março!!!"

Essa é que é essa...

terça-feira, 4 de maio de 2010

Lord of Motors - Fotos Harley Davidson



Vale a pena espreitar os trabalhos excelentes que se apresentam aqui a concurso, mesmo quem não seja aficcionado de motos, concerteza gosta de ver uma Harley em todo o seu explendor... e aqui há uma porrada delas, munto nices.

O vosso escriba também se meteu a concurso por lá, mas sem dizer quais são as minhas...

É espreitar, apreciar, e já agora, votar, se não der munto trabalho.

Piquem na imagem acima, ou vão a http://concursodefotos.lordofmotors.com/ e deliciem-se...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Recordar é Viver: Jerez 2006



Mais uma ida a Jerez, mais uns dias cheios de peripécias... aos bravos que conseguirem ler isto até ao fim, as minhas saudações.

Prelúdio:

Terça feira

À procura de um pneu para trás na HD, que a lona já me estava a dizer olá há algum tempo, e com a chuva que ameaçava chatear o fim de semana inteiro, não era lá muito apetecível. (Sim, a história da portagem aconteceu aqui neste dia...)

Quarta feira

Pneu novo, na Ramada, às oito da noite, o ultimo que existia em stock. Sorte do caraças, não havia em mais lado nenhum.

Quinta feira

Salivo e tento não pensar que devia estar a seguir para Jerez logo de manhã, mas que quase à ultima da hora me fornicaram aqui no bules. Metade dos bravos da nossa caravana arrancaram hoje de manhã. Não correu lá grande coisa. Uma Intruder 1400 com o alternador a entregar a alma ao criador, e uma R1 com pouco mais de um mês a parecer um alien, com esguichos de líquido verde, tudo ao mesmo tempo, a meio da Serra de Aracena. Radiador furado. A Suzuki segue no reboque para Lisboa, a Yamaha leva com um qualquer tapa furos no radiador, e seguem viagem, com o infeliz condutor da Intruder a ter que se sujeitar a ir à pedura duma FJR. Mais uma ZX6 os acompanha na viagem de 17 horas até Jerez. Às 8 da manhã, deitam-se, já alcoolicamente bem dispostos. E eu a bulir, porcos badalhocos. Há-de eventualmente vir aqui parar uma cronica dessa viagem.

fim do Prelúdio; A Aventura

Sexta feira

Acorda-se bem disposto, vai-se bulir, mas ao final da tarde, está cpmbinado o encontro em Palmela às seis e meia da tarde para ir para a fiesta, com uma BT1100 (ex XJ600 que foi de empurrão até Jerez no ano passado, vide respectiva crónica, anda por aí algures), uma XJ600n, uma FZ6, uma GSXR750, uma Varadero, uma TL1000 e uma R1, ou CBR900, ou lá o que era aquilo. A meio da tarde, entre prantos, a BT1100c corta-se, os patrões fornicam-lhe o fim de semana, fica a bulir. A TL1000 e o outro tupperware conseguem-se safar depois do almoço, e arrancam logo. A GSXR750 nunca mais deu noticias. A Varadero também não.Ficam 3 motos para se encontrarem às 18.30 em Palmela.

Eu, como é hábito, chego às 20h.

Três motos seguem viagem, pela autoestrada, que se faz tarde. Seca do caroço, a viajar entre os 140 e os 150, com picos de 170, e sem baixar dos 130. Paragens em Portugal, só em Aljustrel, para beber o ultioimo café decente e a ultima cerveja de jeito.

A máquina de café está avariada.

F0da-se.

Atesta-se, e siga pra bingo. Entra-se em Espanha, e segue-se por ali adentro, à procura da primeira bomba para atestar com gasosa barata. Continua-se à procura de uma bomba. Começa-se a desesperar por uma bomba. Entra a HD na reserva, e não há bombas. Entra a XJ na reserva, e não há bombas. O pânico, às onze e meia, começa a apoderar-se lentamente de nós. Até ver uma placa a dizer Gibraleón, e bombas a 3.500m.

Fixe!!! Aleluia!!!

A FZ6 mete-se na frente, e falha-se a entrada para Gibraleón. Não tão fixe, e onde è que já vai o aleluia.

Mais 6kms até finalmente se ver um cambio de sentido. Vira-se para trás, e desta vez não se falha a saída para Gibraleón. Segue-se as placas até às bombas, com alegria renovada.

Com pânico renovado e redobrado, vemos as bombas fechadas...

Pára-se no largo, e faz-se contas à vida.

Pergunta-se a um carro que passa onde haverá umas bombas. A dez kms, pela nacional até Huelva. A FZ6, a unica que ainda não tinha entrado na reserva, é nomeada voluntária para fazer de batedor, já que se as bombas estiverem fechadas, as outras arriscam-se a não ter gasolina para voltar. E arranca.

Aqui, abrem-se duas histórias.

A do batedor, que segue pela estrada com piso horrendo, e lombas nas curvas, durante algum tempo, até chegar às ditas bombas... fechadas.

Pânico.

Estrada deserta. Ao lado das bombas, uma casa, cheia de neóns roxos e vermelhos, com corações. Bastante convidativa. A FZ6 entra na casa de put4s, e pergunta onde há bombas abertas. Mais um kmzito à frente, já em Huelva. Vai até lá, confirma, e regressa.

Entretanto...

Uma HD e uma XJ600n esperavam, sozinhas no largo, à noite, sem mais ninguém.

Eis quando de repente se inicia o que mais parecia um enredo de filme porno. Autenticamente.

Um Seat Ibiza azul escuro, metalizado, aproxima-se de nós lentamente. Limpo, imaculado, parecia acabado de vir do stand. Olho para a matrícula, e solto um berro: "TUGAS!!!!!"

O veículo pára. Desce a janela. Olha-se lá para dentro. Três Deusas. Três gajas boas cumó milho, e vestidas a condizer, bem produzidas, bem maquilhadas. Gajas. Com uma vozinha sumida, a condutora pergunta: "Vocês não sabem onde há aqui uma bomba de gasolina? É que nós já estamos a vapores, e o carro não faz mais 10kms sequer..."

Esfrega-se os olhos, olham um para o outro, e... soltam, uma gargalhada sonora. "Pois, isso acontece muito por aqui... estamos à espera de outro amigo que foi à procura, esperem aqui connosco..."

E esperaram. Estacionaram o carro, e sairam. Tudo visto em camara lenta. Só faltava começarem a despir-se, ajoelharem-se, e tinhamos um filme porno. Mas não, ficamos na palheta e a rir com a situação, enquanto elas agradeciam, ainda meio a medo, a explicar que iam para Sevilha. Fazem-se apresentações, não se troca numeros de telefone porque estava lá a PIDE, e entretanto aparece a FZ6, a pedir para seguirmos atràs dele. Vamos até às bombas, atesta-se, mais uns dedos de conversa, elas eram de Portimão, tiram-se fotos com telemóveis ranhosos para recordar o momento, por um espanhol que tentava desesperadamente atestar, sem sucesso, porque enquanto não conseguisse acertar com o botão do telemóvel para tirar a foto, não saía dali, o que ainda demorou um bom bocado. Mais uns dedos de conversa, a FZ6 consegue arranjar os numeros de telemóvel e e-mail, dado que era o unico imune à PIDE (leia-se: Beta, minha mulher, sempre de olho atento e mão pronta a mandar uma bolachada ao primeiro comprometido que se tentasse fazer ao bife), descobre-se ainda que temos um amigo e um casamento em comum, em Maio, e finalmente cada um segue a sua vida, elas para Sevilha, nós para Puerto de Sta Maria.

[edit] À saída de Huelva, brigada, manda-nos parar. Deviam pensar que a gente vinha das put4s. Mas a FZ6 não deu tempo para pensarem nem fazerem nada, já que começou logo a contar a história da nossa viagem, a 467 palavras por segundo. La bofia deve-se ter assustado, porque não perguntou nada e mandou logo seguir viagem...[/edit]

Viagem até Sevilha debaixo de nevoeiro cerrado, a 80km/h, que faltavam 60 e poucos kms, e siga até à autoestrada com portagem.

Paga-se portagem, anda-se mais um pouco, entra-se na reserva. Sem problemas, uns kmszitos mais à frente, encontramos as bombas de La Paloma. Paramos, e tenta-se atestar. E começo, com Sin Plomo98. A XJ tenta meter Sin Plomo 95, ao que uma voz do além reaje, berrando que 95 já não há. Como a XJ tem o espanholês enferrujado, berra "Abre lá essa porra, que eu não vou fugir, pá!!!!". Após uma breve explicação minha, lá passa para 98. A minha bomba pára depois de 8 litros. A bomba da XJ pára depois de 5 litros. A bomba da FZ6 nem começa sequer.

Em uníssono, XJ, FZ6 e HD: "Abre lá essa porra, que eu não vou fugir, pá!!! «foram-se»!!!!".

Resposta: A gasolina acabou. Não há mais. Chupámos as ultimas gotas que por ali havia!!!

Agora têm que aguentar pelo camião cisterna, que há-de chegar daqui a 15 minutos, mas também pode ser daqui a uma hora e meia.

Espectáculo!!!

E isto são já duas da manhã. Espectáculo.

Faz-se contas à vida, e percebe-se a sorte que houve no meio de tanto azar: A HD, que era a que estava a gastar mais, levou oito litros. A XJ, que estava a gastar um pouco menos que a HD, levou 5 litros. A FZ6, que ainda não tinha entrado na reserva, foi a que não meteu.

Assim, e depois de um telefonema com a R1 do radiador furado, decide-se que nos vamos meter a caminho, nas calmas, sem passar dos 120.

Chega-se a Puerto de Sta Maria, atesta-se, a FZ6 segue oo seu caminho para o seu apartamento, e a HD mais a XJ vão prá bubadeira, ter com a R1 e a ZX6. Umas horas depois, vai-se meter as malas a casa, e às seis da matina, segue-se prá bubadeira, já acompanhados pela FJR, a TL1000, e o outro tupperware.

Mais umas aventurazitas, que não interessa contar para não se ferirem susceptibilidades, tanto dos envolvidos como dos leitores, e caminha lá prás dez e picos da matina. Numa de private, só digo... Ai, Margarida, tavas quase... mas não é para quem quer, é para quem aguenta!!!

Sábado

Acorda-se lá prás duas da tarde, vai-se tomar o pequeno almoço, bebe-se umas jolas, volta-se para agarrar as motos e seguir para Jerez, porque as informações sobre Puerto eram más, não sem antes um final de tarde no fabuloso relvado à frente do apartamento, no paleio. Em Jerez, comeu-se, bebeu-se, mirou-se gajas e motos, curtiu-se motos e copos, já que em Puerto não se podia curtir as motos, e foi bom... muito bom! Mais peripécias, que se me lembrar, depois conto.

Voltou-se para Puerto, não sem a FJR rabiar numa curva e aguentar-se, e a ZX6 rabiar na mesma curva, duas vezes, e não se aguentar, seguindo em frente, e parando a escassos centimetros do separador. Foi só o susto, recuperam-se todos, e segue-se viagem até Puerto. Bebem-se umas jolas, mas já estava praticamente morto. Que saudades de anos transactos!!!

Oito e picos da matina, xixi, cama, que amanhã é dia de viagem.

Domingo

Acorda-se lá prás duas da tarde, está o Capirossi a subir ao pódio. Olha, ganhou! ok. A TL1000 e o outro tupperware arrancaram cedo. Faz-se malas, preguiça-se um bocado, e finalmente resolve-se sair. Um pequeno almoço às cinco da tarde, e arranca-se, depedimo-nos de Puerto de Sta Maria, quiçá de vez, porque assim não vale a pena voltar. Para a póxima, fica-se mesmo em Jerez...

Viagem porreirinha, com umas motos à beira da estrada completamente carbonizadas, a meter medo, e segue-se até à entrada da autovia. Transito parado. Inferno à solta, na forma de uma carrinha a arder. Pegou fogo sabe-se lá como, mas conseguiu parar o transito e arder praticamente toda até chegarem os bombeiros. Na confusão, uma velha conhecida de CBR600 junta-se a nós durante o tempo que esperamos que a carrinha arda e abram a via. Uma meia hora depois, lá se segue viagem. Na serra de aracena, a fjr, a r1 e a zx6 dizem-nos adeus, que a gente encontra-se no fim da serra. O desgraçado da Intruder já vai à pendura de XJ.

A 15kms de Rosal de La Frontera, a ZX6 começa a deitar fumo do escape a a falhar. Pára tudo na berma, e quando chega a HD e a XJ, juntam-se ao grupo. Lá pegou novamente de empurrão uma moto, que seria de viagens sem motos a pegar assim? Em Rosal, atesta-se e somos infiltrados por duas CBR600 e uma GSXR. Ajuntam-se à gente para a viagem até Beringel, onde nos aguarda um autêntico petisco de pão alentejano, carne, minis (ai, cerveja tuga, que saudades eu tinha!) e CAFÉ, finalmente!!!

O tasco está fechado.

Boa.

Siga até Ferreira do Alentejo, e às onze e meia da nite, um pacato café é invadido por gente de cabedal a pedir de repente 17 bifanas.

Pânico do pessoal atràs do balcão.

Somos servidos às mijinhas, o que deu para mais uma horita ali, dois dedos de conversa e algumas minis (ai, que saudades eu tinha tuas!!!).

Uma XT(?) da terra ajunta-se, cumprimenta o pessoal conhecido, e escolta-nos depois, à saída, até à nacional, outra vez.

Nacional, autoestrada até à estação de serviço de Alcácer, em que pelo caminho ficam sós tristes e abandonadas a XJ e a HD... sem stress, deixós ir, cada um curte como quer, e o importante são os pontos de encontro. A r1 chega pela primeira vez aos 299. Em Alcácer, as despedidas. Até pró ano, mas em Jerez...

Acabou por não haver anos seguintes, foi mesmo o ultimo ano, este...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Recordar é Viver: Jerez 2005


Noite de quarta feira...

Aquecimento. Combina-se as coisas para o dia seguinte, 9h30 em Benfica, para às 10h estar na Aroeira recolher os restantes cavaleiros, com o intuito de arrancar no máximo às 11h. Saída do trabalho para dar um pulinho ao AVB, beber uns canecos, estar com o pessoal das motos. 1h, adeus, que amanhã é dia de viagem.

Quinta feira...

O grande dia.

8h - O depertador leva um murro para se calar. Quem o manda tocar àquela hora indecente?

10h - Levantar da cama, fazer as malas, arrancar.

11h - Benfica. Raspanete do XJotista por levar com hora e meia de atraso. Passagem breve pelas Amoreiras para ir buscar os documentos provisórios do ultimo cavaleiro, que havia ficado sem eles no fim do ano... atestar. A XJ tá sem bateria. Boa. Vai ser uma viagem gira, a empurrar a mota do demo... Empurrar, arrancar.

12h30 - Aroeira. Desvio-me das balas que chovem na minha direcção por ter feito uma pessoa levantar-se às 9h para estar à minha espera. Calmaria, empurrar XJ, arrancar para a viagem que se prevê longa...

13h - O cavaleiro da Aroeira lembra-se que se esqueceu da mala com a carteira, dinheiro, e mais umas coisitas. Abancamento para umas bujecas e pequeno almoço, enquanto ele volta atrás.

14h - Será que é desta? Foi... empurra XJ, e siga pela A1 até Grândola... Passa-se Grândola... "Porra, então não era ali atrás???" "Pá, enganei-me, era Beja..." Ok. Fosga-se! Paragem para atestar, siga até Rosal de la Frontera.

17h - Paragem em rosal, atestar as burras e o estômago, mais umas bujecas e dois dedos de conversa.

18h30 - Empurra XJ, e arranca para Para Puerto, agora só paramos para atestar e mainada...

19h - Altio y piária lo biaile, encuesta ó fachavuerie... Dociumientios, pior faviorie. Mostra-se os documentos, O cavaleiro da Aroeira da graças a Deus por ter ido buscar a carta internacional provisória, tira-se umas fotos com la bofiya, empurra-se a XJ, e arranca-se... a ver se é desta...

22h30 - Pára-se à saída das portagens, para telefonar à Pillar a avisar que estamos a chegar, para ela não fugir com a chave.

23h - Exncontro no primeiro Romerijo com XX Rider e companhia limitada. Dois dedos de conversa, e siga para ir buscar as chaves do apartamento. A XJ arrancou sozinha. Encontro com pessoal no Romerijo no centro, uma bujeca com o MarioXX, mais umas bujecas com os restantes, leva-se os pessoal que já tinha chegado ao apartamento, que não são aves nocturnas como eu, regressa-se para uma noite longa, preenchida com os 3 B's que fazem a alegria do homem... Booze, Bikes, Babes!

6h - Aos ss's para o apartamento. amanhã(hoje) é outro dia.

Sexta Feira...

13h - Alvorada. Banhoca, cigarrito, ala que é cardoso para o prmeiro tasco onde se coma, que a fome aperta. Burger King. Estacionam-se as burras, pedem-se hamburgueres, roubam-me a Harley para ir dar uma voltinha e retornam-na à posição inicial. Nada de surpreendente, o Nuno tinha chegado. Siga para o centrovê-se as barracas, bebe-se umas bujecas, vê-se as tropelias alheias, rateres, burns, um bófia a apertar o pescoço a um puto que estava a fazer um burn, sendo que à volta dele todas as motas começam a fazer o mesmo até que o polícia desiste. Nada de anormal. Cruzo-me com Dulce, beijo práqui, beijo práli, siga para mais uma bujecazitas.

19h - Abancamento numa esplanada à beira estrada da confusão. Sigam mais umas bujecazitas.

21h - Um tuga dá um toque na roda doutro tuga, siga para ajudar a levantar a pobre R1. Carenagens raspadas, ego lixado. Nada que umas bujecas não curem. Siga para bingo. Vou à casa de banho e lanço a confusão generalizada quando troco as placas das portas das casas de banho, homens passam a ir à das mulheres, e vice versa. Mais cerveja.

23h - Farto de tar sentado, deixo a fêmea mais o resto do pessoal e vou dar uma volta de moto. Regresso no meio da confusão e estaciono ao pé da esplanada. Mais cerveja.

1h30 - Cavaleiro da Aroeira adormece na cadeira com a bubadeira. Deixa-o dormir. Daqui a bocado acorda. Mais cerveja e um hamburguer manhoso.

2h30 - Telefona o João, Sheila e Marcos. Acabaram de chegar, precisam de que os levem ao apartamento. Deixo a mulher com o cavaleiro adormecido, e vou ter com eles.

2h45 - Cavaleiro adormecido acorda e vai à casa de banho. Fêmea fica sozinha na esplanada a guardar o lugar. 4 putos espanhóis de scooter que já lá estavam há algum tempo a armar-se em campeões acharam que era a melhor altura para lhe apalpar o befe, agora que o grandalhão com cara de mau se tinha ido embora. Ela afundou o nariz do desgraçado que lhe pôs a mão, e deu-lhe mais uns pontapés na cabeça quando ele estava no chão. Os outros limitaram-se a retirar o cadáver e a fugir dali pra fora... ninguém ajudou, mas acho que tiveram foi medo de levar também... Mais cerveja para ela.

3h - Retornando à esplanada, o João passa-me à frente. "Se queres o teu maço de tabaco, volta pa trás e vai buscá-lo, ficou algures pelo caminho. Volta-se atrás, e encontra-se o maço, incólume, no meio da estrada. Porreiro! A dois segundos de o agarrar, passa-lhe um carro por cima. Não tão porreiro. Acende-se um cigarro atropelado, monta-se em cima da mota, e siga prá esplanada. Mais cerveja.

5h - Já chega da esplanada e da confusão. Agarra-se numa cerveja e vai-se dar uma volta. Encontra-se um tasco. Mais cerveja.

8h - Vamos lá chonar, que daqui a pouco é outro dia. Mais uma cerveja pró caminho. Agarra-se nas motas, xixi, cama. A XJ pegou sozinha o dia todo... estranho...

Sábado...

14h - Alvorada. Hoje não vamos ao Burger King. Primeiro almoço de garfo e faca em 3 dias. Sabe bem, apesar de os espanhóis não saberem cozinhar. Mais cerveja. Empurra-se a XJ, e siga para Puerto Sherry, para uma esplanada na marina. Mais cerveja, encontro com mais tugas, e o pensamento do dia, em relação a uma matrícula tapada... "Aquela matrícula é uma mais valia! Mais valia não estar lá...". Mais cerveja.

18h - Vamos até às esplanadas na praia, dar uma voltinha de moto. Conhecer os arredores. Esplanada no passadiço ao pé da praia. Mais cerveja. A XJ pegou sozinha.

21h - Outra esplanada no passadiço. Jantar. Mais cerveja.

23h - Empurra-se a XJ, e regresso a Puerto Sta Maria. Desta feita vamos andar a passear, não ficamos no mesmo sítio a noite toda. Mais cerveja.

1h - Um espanhol faz não sei o quê à mota de outro espanhol, e ficam ali os dois naquela do bate-não-bate. 15 minutos a preciar o espectáculo, a ver se há porrada ou não, e desalento... só berram, e dão um empurrão ou outro à menina. Bebe-se uma cerveja, e segue-se caminho, já vi que não vai dar nada.

2h - De cerveja na mão, por acaso passamos no sítio onde os espanhóis quase andavam à porrada. continuam lá os dois a verrar um co o outro naquela do dá-não-dá. Haja paciência, se fossem tugas, um deles já estava no chão há muito tempo... Segue-se caminho, e eles continuam na mesma. Mais cerveja.

5h - Amanhã temos uma viagem longa... Ultima cerveja para o caminho, agarrar nas motas, empurrar a XJ, xixi, cama.

Domingo...

12h - Alvorada. Comer umas bolachas, ver o motoGP (grande Rossi, manda o espanhol pá gravilha!), siga para uma bujeca antes de arrancar.

15h - Abandona-se Porto de Sta Maria... pró ano há mais... Siga até Beringel, onde o pessoal do grupo motard local nos espera para... mais cerveja! A XJ pegou sozinha.

21h30 - Arranque definitivo para Lisboa, com paragens curtas para atestar. Sempre a empurrar a XJ.

00h30 - chegada. Porra, já acabou...

Segunda feira...

Merda, porque é que eu não fiz como a minha fêmea e não pus 2ª e 3ª feira de férias também?... Ai que tou todo partido...

Aventureiros

Dias + Mané - Intruder1400
Rui - XJn600 sem bateria
João + Sheila - FJR1300
Marcos - ZX6
Ventoinha + Beta - FLSTC

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Ar Condicionado
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