quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ah, Jerez, saudades...


Aproxima-se o fim de semana que já foi um dos meus pontos altos a nível de passeatas: MotoGP de Jerez. É já a seguir. Por causa de burocratas espanhóis, estragou-se uma festa espectacular, que ainda recordo com nostalgia, bons momentos lá passei.

Mas da forma que aquilo está agora, pelos relatos que tenho recebido nos ultimos anos, nem vale a pena tentar lá voltar. Digo sempre, nunca voltes a um lugar onde já foste feliz. E eu já fui muito feliz em Puerto de Santa Maria em alturas de MotoGP...

A bela da primeira viagem ainda na Virago, com todas as peripécias e a noite regada que foi, é algo irrepetível e que ficará para sempre na memória. Mas houve mais.

Nos próximos dois dias vou largar Jerez em posts nostálgicos, pertencentes à série Recordar é Viver.

Ah, saudades...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Recordar é Viver: A Portagem

Prelúdio da viagem para Jerez, em 2006

À procura de um pneu para trás na HD, que a lona já me estava a dizer olá há algum tempo, e com a chuva que ameaçava chatear o fim de semana inteiro, não era lá muito apetecível.

Margem sul, na minha busca, sem sucesso. à vinda, a aventura nas portagens. Ao pagar, vê-se uma moeda no chão. Porreiro, menos pobre. Apanha-se, paga-se os €1.20 da portagem da ponte Salazar e espera-se pelo som da abertura da cancela. Em vez disso, ouve-se um som vindo de um orifício na borbulha cheia de pus que a portageira tinha em cima do pescoço: "Faltam dez cêntimos, sim, esses que você apanhou aí do chão, que eu bem vi!!!" Incrédulo, e com uma tentativa algo falhada de conter o riso pela estupidez do berro da mulher, viro-me para ela, e respondo que não dou, é meu, eu vi, apanhei. Ponto final. Ela recusa-se a abrir a cancela enquanto eu não lhe der os dez centimos. Eu recuso-me a dar-lhe os dez centimos. Ela diz que eu não saio dali enquanto não lhe der os dez centimos. Eu digo-lhe que tenho todo o tempo do mundo, não tenho pressa, nem lhe vou dar os dez centimos, e explico que é só pela aberração da forma como falou comigo. Ela continua sem abrir a cancela, e ameaça chamar a brigada. Eu peço-lhe por favor para ela o fazer. Fecha a janela. Segundos depois, abre a janela, com um berro: "Dê-me os dez centimos!!!". "Não dou". "Dê-me os dez centimos!!!". "Não dou". Fecha a janela. Abre a janela. "Dê-me os dez centimos!!!". "Não dou". "Vou chamar a brigada!!!". "Já cá devia estar". Fecha a janela. E nos entretantos, um objecto reluzente no chão, cor de cobre. Um centimo. Apanho o centimo do chão, e bato à janela. "Olhe, já não são dez, já são onze". "Dê-me os meus onze cêtimos!!!". Uma gargalhada ainda mais incrédula com uma resposta: "Não dou, e daqui a pouco já estou a achar uma nota de cem, isto está a correr bem...". Fecha a janela, com mais um ameaço de chamar a brigada, e eu a pedir-lhe por favor para o fazer. Entretanto, os carros atrás fartaram-se de estar ali a apitar e a barafustar, e resolveram mudar de faixa. Ela abre então a janela, e diz-me que vai sair dali, já que eu não lhe dou os onze centimos, e vai para outra cabine, dizendo-me para eu fazer o que quiser. Quando ela sai da cabine, eu digo-lhe que pode ir para onde quiser, mas que não sai dali sem fazer uma de duas coisas: abrir a cancela ou devolver-me o dinheiro da portagem. Volta para dentro da cabine. Abre a janela. "Dê-me os onze centimos!!!". "Não dou. E pelos vistos, quanto mais tempo fico aqui, mais rico fico. Chame lá a brigada". Fecha a janela, e fala com o intercomunicador. Deduzo que estaria a chamar a brigada. Deduzo também que a brigada lhe deve ter dito para ela tomar os medicamentos e largar a droga, porque passados 30 segundos, abre novamente a janela: "Dê-me os onze centimos!!!". "Não dou". E responde que eu não tenho vergonha nenhuma, ao que eu respondo que ela é que não tem vergonha de não saber ser educada com as pessoas, o que a ter sido feito, tinha evitado esta chatice e ainda lhe tinha feito ganhar onze centimos. Ela abre a cancela. Liberdade, com um largo sorriso triunfante na cara.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Beringel aí à porta

Faltam pois assim pró precisamente doze dias para o evento do ano, para o evento do ano de todos os anos, mas mais evento do ano desta vez porque conta com a Banda alheira a abrir as hostilidades em palco no Sábado.

A não perder, como nunca se perdeu nenhuma. Já lá vão sete anos disto... Um gajo está a ficar velho.

E para não variar, vai lá estar a sempre típica grávida de Beringel. Nem este ano falhou.

Eu vou avisando...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Diga 33...


Este sou eu. Tou a ficar velho. E decrépito. e a minha cabeça vai funcionando mal. Não que alguma vez tenha funcionado bem, mas a idade não ajuda. As minhas desculpas aos importunados, mas eu xou axim, e levam com isso se quiserem, porque eu também não mudo, não me cheira. Ou então não me aturem.

O que vale é que eu sou um tipo fabuloso, também...

Um ano mais perto do caixão, calha a todos... Desta feita calhou-me a mim. Sem os traumas dos trinta, num post mais abaixo, mas provavelmente com outros traumas, de uma vida bastante diferente da de há três anitos atrás.

Novas experiências de vida, novas pessoas que se me adentraram e me vão marcando, outros reaparecimentos, e porra, minicriaturas por todo o lado, anda tudo a reproduzir-se à parva...

Se antes os encontros eram só pra bubadeira, hoje em dia são bubadeiras mais comedidas, e sempre com um olho na cerveja e outro na amostra de gente.

Não é mau, não é melhor, não é pior, é diferente, são fases...

Tudo na vida é uma fase, e os 33 são só mais uma.

Parabéns pra mim, fachavor, e quero um LCD de sessenta polegadas FullHD, se não for muito incómodo.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Recordar é Viver: A Bota

Algures em 2003

Bombas da Repsol no Seixal. De Virago, com o Ricardo Papa Muros à pendura, a meio da tarde, quero atestar, que estou a andar a vapores. Páro a mota, o Ricardo sai, e entra na loja. eu tiro o capacete, e peço para atestar.

"Pré pagamento" respodem-me lá de dentro. Eu saio de ao pé da mota, entro na loja, e peço novamente para atestar.

"Tem que me deixar qualquer coisa", é a resposta que eu levo. "Tá com medo que eu fuja?, Tou sem capacete, tá aqui o meu pendura, qual é o problema?" Pergunto eu.

"Tem que me deixar qualquer coisa". Parece um disco riscado. "Qualquer coisa?" Volto a perguntar. "Tem que me deixar qualquer coisa". disco riscado. Não adianta. É nhurra, a gaja. Faço-lhe a vontade.

Tiro a bota esquerda, deixo-a em cima do balcão com um estrondo, e digo "É para atestar".

Coxeio até à mota, meto €0.50, pago com multibanco, calço a bota e sigo até à próxima bomba.

Não faço pré pagamento, ponto final, a não ser que seja para todos.

Doutra vez estava a tentar por gasolina, e só ouvia nos altifalantes "O Sr da mota é pré pagamento". Não sendo para mim, não liguei e continuei com a mangueira a tentar atestar. Até que chegou o funcionário ao pé de mim, a perguntar se eu não estava a ouvir. eu respondi que não me chamava da Mota, mas sim Coelho.

Deixou-me atestar...

Isto gerou ainda um cartoon na motociclismo uns anitos depois...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Recordar é Viver


Vou iniciar um rubrica que vai saindo de quando em vez quando não tiver mais nada que escrever. Assim aproveito para encher chouriços e para despejar textos inéditos sobre estapafurdices e não só que me foram acontecendo pré-blog.

Começa amanhã com a história da Bota.

Porque me apetece.

Estapafurdices é bonito...

terça-feira, 20 de abril de 2010

Assim foi Beringel PreLoad

De carro, para poder acomodar duas amostras de gente, a minha e outra, e como era pa ir e voltar no mesmo dia, era da forma que se podia beber à vontade (e fez-se!).

No seguimento dos horários rígidos, combinou-se às 11.30 do lado de lá da Vasco da Gama, onde escrupulosamente se cumpriu a tradição de chegar hora e picos, mais cousa menos cousa... atrasados.

Com o intuito de estar em Beringel por volta da uma da tarde, às duas ainda se andava perdido algures na margem sul à procura do Pinhal Novo. Isto porque toda a comitiva cometeu o mesmo erro que pensei que nunca mais fossem cometer, depois do que se passou das outras quatrocentas e doze vezes: foram todos atrás do Ventoinha. E o Ventoinha para ir para o Pinhal Novo passa primeiro por Camberra ou Tóquio. Acabámos por chegar a Beringel eram já umas três e trocos, bem a tempo ainda de dar cabo do porco no espeto e da cerveja e de fazer figuras tristes no karaoke.

Boa companhia, excelente comida, boa bebida, recepção extraordinária do GM, ao nível de que já estamos mais do que habituados.

Foi a primeira vez que fui a um aniversário, e não me cheira que vá faltar a mais nenhum.

E a concentração está já aí à porta...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Dexter

Porra, pá, simplesmente a maior obra prima em termos de séries que já passou no pequeno (pequeno é como quem diz, o meu é de 107cm!) ecrã.

Um CSI durante o dia, um serial killer à noite, enredos brutais sem historietas paralelas só para encher chouriços.

Um must, com sangue a rodos bem a gosto.

Selo de aprovação.

Para os capitalistas com tvcabos e afins, recomeçou na semana passada a 4ª temporada, no canal da raposa, e continua logo à noite.

Para os outros, desenmerdem-se (aka portugalseries.net).

sexta-feira, 16 de abril de 2010

11º Aniversário M.C. Alverca


É no dia de aniversário do velho, já tenho dois ensaios marcados nesse dia, devo estar de ressaca virtual da noite anterior (virtual porque não tenho ressaca per se, só que apesar de elas não matarem, há quem diga que moem...) devido a eu ficar um anito mais próximo do caixão, mas memassim, devo tentar pelo menos fazer lá uma perninha e emborcar umas loiras.

Há dois anos que lá não vou porque tem calhado no fim de semana de Beringel, este ano vou fazer um esforçozito no meio do caos que vai ser este próximo Sábado (num é neste, é no outro....

Cerveja tudo cura...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ah, o belo do Leitão...


Traindo as minhas origens, resolvi aceitar o convite para uma almoçarada de Leitão ali prós lados da Quinta do Conde.

E, meus leitores, que maravilha... O Manjar do Norte não perde em nada, e ganha a muitos, àqueles ali da Bairrada... Já dizia o outro, quinje a jero, no mínimo! Falta-lhe só a apresentação típica ali da Bairrada, mas de resto, nada a opor, e muito a trincar...

Um must.

foi um almocito bem comido e muito bem regado, dos quais os efeitos ainda se fazem sentir neste vosso escriba, que escreveu isto ontem ao final do dia, apesar disto só vos aparecer hoje de manhã...

Modernices!!!
Almoci

terça-feira, 13 de abril de 2010

Triste Cenário


À porta das urgências do novo hospital de Cascais, na madrugada de Sábado, era este o cenário que se via...

Motos, cerveja, e beatas pelo chão.

Foi assim uma noite passada a fazer companhia com mais povo ao Capitão, enquanto o puto dele se recusava a sair (o que eventualmente acabou por acontecer, mas depois de mais um dia inteiro de tortura).

Houve de tudo, inclusivé encomendar mais cerveja a uma ambulância que deixava o recinto, por virtude do nosso stock já ter acabado.

Foi uma noite porreira em boa companhia, e por uma boa causa.

Daqui a um mesito, dois no máximo há mais, que esta gente teima em reproduzir-se...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

As alegrias da quinta virtual



São os novos arkanoids e pacmans...Quintas virtuais, cafés virtuais, sinceramente não percebo essa gente que perde horas de vida enfiados nisso até à exaustão, obcecados com a próxima colheita de bananas ou com o bife que está para sair.

Até que apareceram as ovelhas, e percebe-se pela imagem, que ficou tudo explicado.

As quintas virtuais pelos vistos têm também as suas alegrias...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A Banda Alheira

E uns anos depois dos PésPáCova, depois de uma entrada malfeita nos Phazer, aí está um novo projecto cançonetista...

Covers pá carola, pessoal porreiro, Ventoinha na voz...

Never mind the bollocks, here comes Banda Alheira!!!

Beringel que se cuide, dia 8 de Maio vai ser o primeiro concerto deste grupo musical anarcó-gastronómico...

Deixo-vos o facebook oficial do clube de fãs:

http://www.facebook.com/group.php?v=wall&gid=115636781782489

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Haviam de ver como ficou o outro!!!


Tá crescida, tá evoluída, tá avariada outra vez, desgraçadita...

Mas nem um olho assim a deita abaixo, continua um must, e parece que não é nada com ela!

Paiventoinha is back, btw...

À lá ver durante quanto tempo...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Chiça, já lá vão dois?...


O tempo corre e nem dou por ele a passar. Ficas maior, mudas as feições, crescem-te os dentes, o cabelo, e nem dou por nada. É de estar contigo quase todos os dias, sempre que posso, mais ainda eu queria. O que noto sim é a cada dia uma coisa nova. Uma brincadeira nova. Um truque novo. Uma palavra nova. Um numero novo. Uma cor nova. Um sorriso novo. E eu vivo para esse sorriso.

Dias por piores que corram, esse sorriso esbate-os completamente. Dias por melhores que corram, nunca são perfeitos sem esse sorriso.

Mais um ano se passou. E só agora é que vejo que estás enorme...

Parabéns, amostra de gente, e obrigado por tudo o que me dás...